17/03/2013 16:30:11
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Grupo Português de Glaucoma apresenta novo logótipo

O Grupo Português de Glaucoma, uma secção da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, apresentou o seu novo logótipo no decorrer da reunião que realizou nos dias 15 e 16 de março, no Hotel Vidago Palace, e que contou com a participação especial de Jost B. Jonas, da Universidade Mannheim, em Heidelberg.


O glaucoma é uma doença ou conjunto de doenças de evolução crónica que afetam o nervo óptico, podendo conduzir à perda progressiva de visão, se for deixado sem tratamento, e constitui a segunda causa mais frequente de cegueira a nível mundial (9 milhões de pessoas cegas). Estudos de prevalência recentes apontam para a presença da doença em 1,97 por cento das pessoas com idade superior a 40 anos na Europa.

Por ausência de sintomas ou sinais de alarme nas fases precoces é conhecido pela "doença que cega silenciosamente", podendo passar despercebida em 50 por cento dos casos que surgem nos países desenvolvidos.


Maria da Luz Freitas, oftalmologista e coordenadora do Grupo Português do Glaucoma, refere que "como se trata de uma doença silenciosa que, com exceção do glaucoma agudo de ângulo fechado, não dá sintomas nem sinais nas fases precoces da doença, é fundamental a sensibilização da população em geral para esta doença. As visitas de rotina ao oftalmologista contribuirão para que o diagnóstico e o tratamento sejam cada vez mais precoces e o número de cegos diminua, contrariando o aumento da prevalência."


A especialista explica que "à semelhança do que se passa no resto do Mundo, também em Portugal se tem vindo a desenvolver esforços no sentido de dar a conhecer a doença nas suas diferentes formas, assim como o seu diagnóstico e tratamento. Portugal dispõe das técnicas de diagnóstico, de tratamento médico e oftalmologistas subespecializados nesta área que praticam as diferentes técnicas cirúrgicas, estando atualizado com o que de melhor se pratica na Europa e nos EUA."


As técnicas existem no nosso país, mas para poderem ser utilizadas é fundamental que os doentes procurem os especialistas. "O rácio geral oftalmologistas/população portuguesa está dentro do aconselhado pela EU. O facto de existirem muitos doentes com a doença em fase muito avançada ou cegos por glaucoma, não se deve à falta de oftalmologistas, mas sim ao diagnóstico tardio e à falta de conhecimento da possibilidade cirúrgica com técnicas novas, mais seguras, que são alternativa ao tratamento médico quando este não é eficaz", refere Maria da Luz Freitas.


Paulo Torres, presidente da SPO, defende que "é essencial o diagnóstico precoce da doença, a fim de prevenir uma perda definitiva da visão, pelo que se recomenda à população que visite o oftalmologista com regularidade para que não só o glaucoma, mas também outros problemas possam ser detetados prematuramente. E a quem sofre de glaucoma lembro que só o cumprimento rigoroso das recomendações do médico assistente pode travar a progressão da doença".


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