DGS emite orientação para profissionais de Saúde após surto de hepatite A
30/03/2017 15:30:15
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DGS emite orientação para profissionais de Saúde após surto de hepatite A

Na sequência do recente aumento do número de casos de hepatite A notificados na Europa e em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma orientação para os profissionais de Saúde.

Nesta orientação, a DGS explica que de 1 de janeiro a 29 de março de 2017 foram notificados 115 casos de hepatite A (dos quais, 107 confirmados laboratorialmente) e que 58 doentes foram hospitalizados. Lembra ainda a DGS que do total de casos, 97% são adultos jovens do sexo masculino, principalmente residentes na área de Lisboa e Vale do Tejo (78 casos).

Nas amostras clínicas correspondentes a 55 doentes, a análise do vírus identificou uma estirpe relacionada com viajantes que regressaram da América Central e do Sul, também identificada em Espanha, no Reino Unido, e em outros países europeus.

A infeção pelo vírus da hepatite A (VHA) pode ser assintomática, subclínica ou provocar doença aguda, associada a febre, mal-estar, icterícia, colúria, astenia, anorexia, náuseas, vómitos e dor abdominal. A gravidade da doença aumenta com a idade sobretudo em pessoas que tenham subjacente doença hepática crónica cirrose ou hepatite B ou C crónicas. A hepatite fulminante com insuficiência hepática é rara, ocorrendo em menos de 1% dos casos.

Segundo a DGS, a letalidade é de 0,3-0,6% (aumenta com a idade e atinge 1,8% em doentes com mais de 50 anos). A infeção não evolui para a cronicidade e provoca imunidade para toda a vida.

Inicialmente, pensou-se que o surto de hepatite A pudesse estar relacionado com o “chemsex”, a atividade sexual potenciada por substâncias químicas. No entanto, a DGS disse que não existia relação entre os dois fenómenos.

Dr. Francisco George reitera que não há necessidade de uma “corrida às vacinas”

O diretor geral da Saúde, Dr. Francisco George, reiterou esta quinta-feira, dia 30 de março, que “a vacina [contra a hepatite A] existe no nosso país em quantidades suficientes para ser usada por quem precisa”. Em declarações à RTP, o Dr. Francisco George apelou a que não haja uma “corrida às vacinas”. “Temos as vacinas necessárias desde que respeitemos os critérios médicos para a sua utilização”, insistiu o responsável.

Segundo o Dr. Francisco George, a vacina contra o VHA apenas deve ser usada “quando o médico percebe que é preciso proteger contactos íntimos que não estejam doentes, ou então quando há uma deslocação”. Por isso, o diretor-geral da Saúde esclarece que “não há nenhuma razão para procurar vacinas de forma arbitrária por iniciativa própria”.

“Mesmo na ausência de vacinas há outros medicamentos que protegem aqueles que precisam de evitar adquirir a doença”, sublinhou. O diretor-geral da Saúde reage assim às crescentes preocupações sobre a quantidade de vacinas disponíveis em Portugal para dar resposta ao surto de hepatite A que se está a verificar no início deste ano.

Também o Infarmed garante que não faltam vacinas contra o VHA e que o que está a ser feito pelos fabricantes é uma gestão a nível mundial para evitar uma corrida às farmácias. “Devem ser os médicos a prescrever a vacina a quem precisa e as farmácias, depois, entram em contacto com os fabricantes”, explicou fonte da Autoridade Nacional do Medicamento.


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