Publicados novos dados sobre o tratamento do angioedema hereditário com lanadelumab
27/12/2019 15:31:12
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Publicados novos dados sobre o tratamento do angioedema hereditário com lanadelumab

A Takeda anunciou novos dados resultantes da análise adicional sobre a segurança e eficácia de longo prazo para o lanadelumab em doentes com 12 anos de idade ou mais com angioedema hereditário (AEH), avaliados no decorrer do estudo de extensão aberto de fase 3 HELP (Hereditary Angioedema Long-term Prophylaxis) Study Open-label Extension (OLE). A análise, apresentada no Encontro Anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia de 2019, realizado entre 7 e 11 de novembro, em Houston, no Texas, Estados Unidos da América, mostrou que lanadelumab continuou a prevenir crises de AEH com uma taxa semelhante à observada no estudo pivotal HELP Study, em doentes que receberam tratamento durante um período médio de 19,7 (0-26,1) meses. A análise será também publicada na edição de novembro da revista científica Annals of Allergy, Asthma & Immunology, do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia.

 

O estudo pivotal, HELP Study de fase 3 foi realizado em 125 doentes, durante mais de 26 semanas, tornando-se o maior estudo aleatorizado e controlado na prevenção de crises de AEH, com a maior duração de tratamento ativo até à data. O estudo de extensão, aberto HELP Study OLE, atualmente em curso, foi desenhado para avaliar a segurança a longo prazo (endpoint primário) e a eficácia de lanadelumab, esperando-se que esteja concluído em novembro de 2019. Esta análise incluiu 109 doentes participantes no estudo pivotal (“rollover”), originalmente avaliados no estudo HELP Study, e 103 doentes elegíveis que não participaram no estudo pivotal (“non-rollover”), mas sofreram pelo menos uma crise em 12 semanas.

Os resultados do HELP Study OLE mostraram que o perfil de segurança de lanadelumab foi consistente com o observado no estudo pivotal HELP Study, com a ocorrência de eventos adversos emergentes do tratamento (TEAE, Treatment Emergent Adverse Event) relacionados com a terapêutica em 50% dos doentes (n=106). Além disso, a administração de lanadelumab 300 mg a cada 2 semanas reduziu a taxa de crises, as crises requerendo tratamento agudo, e as crises moderadas a graves (endpoints de eficácia secundários). A média da taxa de crises foi reduzida em 87%, em comparação com a avaliação inicial (baseline) (N=212). Observou-se também uma redução global de 92.6% na taxa de crises requerendo tratamento agudo (N=212) e de 83.6% na taxa de crises moderadas/graves versus a avaliação inicial (baseline) (N=212).1 Uma análise exploratória mostrou que o período máximo global sem crises teve uma duração ≥12 meses em 58% dos doentes (n=209) e ≥6 meses em 78% dos doentes (n=209) após a primeira dose regular de tratamento.

“Enquanto a informação do estudo inicial HELP Study permitiu uma melhor compreensão de como lanadelumab pode prevenir crises de AEH, os resultados destas análises fornecem-nos boas perspetivas sobre o seu potencial de segurança e eficácia durante um período mais longo,”, afirmou o Prof. Doutor Marc A. Riedl, investigador do estudo, Professor de Medicina e diretor clínico do Hereditary Angioedema Association Center da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos da América.

“Uma vez que o AEH é uma doença crónica, a eficácia e segurança a longo prazo dos medicamentos profiláticos são fatores importantes no desenvolvimento de planos de gestão individualizados no AEH. As análises do estudo HELP Study OLE constituem um passo em frente na compreensão dos efeitos a longo prazo de lanadelumab, e esperamos reunir e partilhar informação adicional à medida que o estudo evolui”, esclarece.

No estudo, ocorreram TEAE em ~95% dos doentes (N=212), sendo estes na sua maioria ligeiros ou moderados. Os TEAE relacionados com a terapêutica reportadas em mais de 5% dos doentes foram dor no local da injeção (33,9% dos doentes “rollover” [n=37] e 42,7% dos doentes “non-rollover” [n=44]), eritema no local da injeção (11,9% dos doentes “rollover” [n=13] e 15,5% dos doentes “non-rollover” [n=16]) e hematoma no local da injeção (4.6% dos doentes “rollover” [n=5] e 9.7% dos doentes “non-rollover” [n=10]).

TEAE de especial interesse foram reportados em oito (3,8%) doentes; nenhum foi grave. Seis (2,8%) doentes descontinuaram a participação no estudo devido a TEAE, um deles relacionado com o tratamento (pápulas no local da injeção). Não ocorreram TEAE graves nem mortes relacionadas com o tratamento. O desenvolvimento de anticorpos anti-lanadelumab foi detetado em 21 (9,9%) doentes, incluindo seis (2,8%) doentes com resultado positivo para anticorpos neutralizantes sem impacto clínico discernível.

“Crises recorrentes e imprevisíveis de edema podem ser debilitantes e afetar quem vive com AEH de diversas formas”, refere o Prof. Doutor Donattelo Crocetta, diretor médico do Rare Immunology franchise da Takeda.

“Nos últimos 10 anos, temo-nos dedicado à inovação contínua no AEH, para ir ao encontro das necessidades, que ainda estão por responder, no tratamento dos doentes. Estes resultados assentam no nosso conhecimento sobre o AEH e são valiosos para uma melhor compreensão dos benefícios que o tratamento preventivo com lanadelumab pode trazer aos doentes, num período mais longo”, conclui.

 


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