Enfermeiros lançam petição para profissão de desgaste rápido e subsídio de risco
17/01/2020 16:26:24
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Enfermeiros lançam petição para profissão de desgaste rápido e subsídio de risco

A petição online “Enfermeiros – Pela criação de um estatuto oficial de profissão de desgaste rápido e atribuição de subsídio de risco”, disponível desde quinta-feira, tem como objetivo levar o assunto a discussão na Assembleia da República, para “conseguir pressionar as entidades políticas”. Até à data de publicação desta notícia, 5.997 pessoas tinham assinado o documento.

 

Os subscritores da petição defendem que o stress e as condições de trabalho adversas, comuns a profissões já com subsídio de risco, como é o caso dos pilotos e controladores aéreos, mineiros, pescadores, polícias, trabalhadores de call-center e desportistas profissionais, é uma das razões para a atribuição da remuneração adicional.

Os promotores realçam “a pressão de trabalhar em contexto de emergência, urgência, Cuidados Intensivos, bloco operatório, onde a linha que separa a vida da morte muitas vezes não existe e o stress torna-se brutal”, sublinhando ainda a pressão que sentem nos Cuidados de Saúde Primários, “onde a prevenção e a atuação têm que ser uma constante que os Enfermeiros se sentem pressionados a dar o seu melhor”. Descrevem ainda os Cuidados Continuados e os internamentos hospitalares como “valências onde se lida diariamente com a morte”, situações de pressão e cansaço que “limitam a própria prestação de cuidados”, pode ler-se na petição.

Os enfermeiros relembram ainda que desenvolvem uma atividade “cujas condições de trabalho são precárias e cuja remuneração pode e deve ser atualmente considerada baixa, podendo induzir-se assim um forte desgaste emocional”.

“Somos uma profissão de grau de complexidade 3, mas presentemente o ordenado mínimo já é superior a metade do nosso vencimento mensal! Temos um horário de trabalho preenchido, trabalhando sob a forma de turnos, diurnos e noturnos com consequências além de emocionais, também elas físicas. Está comprovado desde 2016 que um em cada cinco enfermeiros se sentem em exaustão emocional”, destacam.

O documento lembra também os enfermeiros trabalham por turnos, “muitas vezes de noite para dormir de dia, sem padrão de sono regular”, e que são poucos para as necessidades do setor da Saúde, o que obriga, muitas vezes, a “turnos consecutivos de 16 horas”.

Os autores da petição alegam ainda que “os enfermeiros são os profissionais mais agredidos no setor da Saúde”, na medida em que 60,2% já foram agredidos fisicamente e 95,6% verbalmente, no seu local de trabalho, fazendo recurso a alguns estudos.

 


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