Insuficiência cardíaca: CHLN divulga experiência de telemonitorização dos últimos dois anos
24/01/2020 16:15:17
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Insuficiência cardíaca: CHLN divulga experiência de telemonitorização dos últimos dois anos

O serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) irá divulgar a experiência com a telemonitorização no seu programa de seguimento protocolado de doentes com insuficiência cardíaca (RICA Team). Os resultados do projeto, desenvolvido desde 2017 em colaboração com a Linde Saúde, serão apresentados no dia 29 de janeiro, na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

 

Subordinado ao tema “Por um coração saudável”, o evento compromete-se a partilhar na primeira pessoa os testemunhos que refletem a experiência do programa em doentes com insuficiência cardíaca. Serão também os resultados clínicos alcançados, assim como a experiência dos cuidadores e dos profissionais de saúde que acompanham os participantes do projeto.

“Este encontro é um importante momento de partilha e de reflexão sobre o importante contributo da telemonitorização na vida das pessoas com insuficiência cardíaca. Os doentes são seguidos em consulta de Cardiologia e têm seguimento protocolado após a alta hospitalar durante, pelo menos, um ano”, começa por explicar a Prof. Doutora Dulce Brito, coordenadora do projeto e cardiologista do CHULN.

A cardiologista adianta que o projeto surgiu da consciencialização crescente da morbilidade associada à insuficiência cardíaca crónica. Através da monitorização à distância de doentes em risco de novo internamento, o trabalho visa a redução das hospitalizações e da mortalidade, acrescenta.

“Estima-se que cerca de meio milhão de portugueses sofre de insuficiência cardíaca. A telemonitorização assume um papel fundamental pois já demonstrou diminuir o recurso aos meios hospitalares e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos doentes. A par da diminuição do número de internamentos e da redução de dias de internamento e de episódios de urgência, a telemonitorização estreita a ligação entre os profissionais de saúde e os doentes, aumenta a adesão à autovigilância e ao programa e implica uma gestão personalizada de casos de risco, através do acesso a informação específica sobre a evolução do estado de saúde do doente”, esclarece.

Para além dos participantes do programa e respetivos cuidadores, o evento contará com a presença de vários diretores de Serviço de Cardiologia, administradores hospitalares, presidentes de fundações, sociedades científicas e associações de doentes.

 


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019