Coronavírus: DGS recomenda que casos suspeitos sejam isolados
03/02/2020 16:06:28
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Coronavírus: DGS recomenda que casos suspeitos sejam isolados

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou na passada quinta-feira, dia 30 de janeiro, um documento com orientações para profissionais do sistema de saúde português, com medidas norteadoras de prevenção e controlo da infeção pelo novo coronavírus, que infetou já cerca de 17 mil pessoas.

 

De acordo com o documento, o potencial doente deve ser colocado numa área de isolamento, seja esta um quarto, uma sala ou um gabinete, que permita distanciamento social em relação aos restantes utentes. Devem ainda permanecer internados, em hospitais de referência, num quarto individual de isolamento com pressão negativa e casa de banho privativa.

Se o caso suspeito estiver internado num hospital de segunda linha, sem área de isolamento com pressão negativa, documento refere que “o doente deve ser colocado idealmente em quarto individual com sistema de ventilação com capacidade para 6-12 renovações de ar/hora”, adiantando que em situações em que não sejam disponíveis quartos individuais de isolamento, deverá ser mantida uma distância mínima superior a um metro entre cada doente.

O organismo apela à colocação visível de cartazes que alertem os utentes para a necessidade de informar o segurança ou administrativo no caso de terem estado nos últimos 14 dias em Wuhan, na província de Hubei ou em áreas afetadas pelo novo coronavírus e mostrarem sintomas de infeção respiratória, entre os quais febre, tosse ou dificuldade respiratória aguda.

“Os profissionais de saúde devem detetar precocemente casos suspeitos de infeção por nCoV e, adotar pelo princípio de precaução, medidas de controlo de infeção a todos os doentes suspeitos em investigação, a partir da admissão do caso na Unidade de Saúde”, pode ler-se na nota informativa.

Para além disso, os profissionais na triagem, ou na inscrição do utente, devem “ser orientados e treinados para a deteção precoce de possível caso suspeito por infeção por nCoV”, de modo a implementar medidas de precaução básicas de controlo da infeção.

A restrição de visitas, o estabelecimento de profissionais de saúde dedicados exclusivamente à prestação de cuidados do caso, a limitação do número de profissionais em contacto com o caso suspeito ou confirmado e o registo de todas as pessoas que entram na área onde se encontra o doente são também outras orientações propostas pela DGS.

A DGS promove ainda o uso de equipamento de proteção individual, como bata, máscara, luvas e proteção ocular. É também recomendando que o profissional de triagem dê uma máscara cirúrgica ao doente suspeito, o acompanhe até um sítio afastado dos outros utentes, se possível para a área de isolamento definida no plano de contingência da instituição, evitando a passagem por sítios com aglomeração de pessoas.

 


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