Casos de cancro e diabetes em simultâneo vão aumentar significativamente
04/02/2020 15:06:51
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Casos de cancro e diabetes em simultâneo vão aumentar significativamente

Os casos de pessoas com cancro e diabetes em simultâneo vão crescer “significativamente”, de acordo com a mensagem de alerta conjunta da Federação Internacional da Diabetes (IDF) e da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), publicada na véspera do Dia Mundial do Cancro, assinalado hoje, 4 de fevereiro. Os organismos apelam a uma ação conjunta que trave “o rápido aumento” destas doenças.

 

“A nível mundial, 18 milhões pessoas irão desenvolver cancro todos os anos, e 463 milhões vivem com diabetes, muitas das quais também irão desenvolver cancro ou outra doença não transmissível a dado momento”, pode ler-se no comunicado conjunto das organizações, divulgado esta segunda-feira.

Alguns dos fatores de risco comuns que contribuem para o aparecimento das doenças são uma alimentação desadequada, sedentarismo, tabaco, consumo excessivo de álcool e poluição, acrescentam as instituições.

“Estima-se que uma em cada cinco pessoas com cancro (20%) tenha também diabetes. Alguns tipos de cancro, como o do pâncreas, do fígado e dos intestinos podem aumentar o risco de desenvolver diabetes, e pessoas com diabetes têm um maior risco de desenvolver certos tipos de cancro, como o do cérvix e estômago, no caso da diabetes tipo 1, e do fígado, pâncreas, colorretal, útero, mama e bexiga”, referem.

As associações apelam à implementação de medidas de prevenção eficazes a nível nacional, regional e internacional, de modo a responder às necessidades dos doentes. Entre elas estão “ambientes propícios à adoção de estilos de vida saudáveis, oportunidades para diagnósticos precoces, assistência clínica para ambas as doenças, programas de educação para os doentes e cuidadores, e a promoção governamental de apoio por parte da comunidade”, perfazendo o lema da campanha “Eu sou e vou”, pode ler-se no comunicado.

A APDP e a IDF recordam ainda que o cancro e a diabetes, como outras doenças não transmissíveis, se encontram entre as 10 ameaças à saúde global da Organização Mundial da Saúde (OMS), apelando à voz da comunidade internacional para promover a mudança, desafiar perceções e implementar medidas de prevenção individual a nível nacional e internacional.

Fonte: Lusa e IDF

 


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