IPS estuda efeitos da fisioterapia em pacientes com fibromialgia
19/02/2020 16:52:44
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IPS estuda efeitos da fisioterapia em pacientes com fibromialgia

Investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Aplicada em Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (CiiAS-IPS) estão a desenvolver um estudo que pretende avaliar os efeitos da fisioterapia em pessoas com fibromialgia, doença que afeta cerca de 200 mil portugueses. Até dia 6 de março, os investigadores procuram novos participantes para integrar o estudo, de forma voluntária.

 

Tendo iniciado em finais de janeiro com 24 participantes, a investigação encontra-se no âmbito do projeto Saúde e Humanidades Atuando em Rede (SHARE), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), tendo duração prevista até outubro de 2020. Estima-se que o projeto alcance os 60 participantes, estando a decorrer, desde dia 17 de fevereiro, uma nova ronda de recrutamento de voluntários, que se prolonga até dia 6 de março. Está ainda prevista uma terceira fase de recrutamento nos meses seguintes.

De acordo com a Prof.ª Doutora Carmen Caeiro, docente da Escola Superior de Saúde do IPS, o objetivo primordial da investigação é avaliar a “prática de exercício específico, adequado às características desta população, associada à educação, no sentido de capacitar as pessoas para autogerirem a sua condição clínica, que é crónica. Do ponto de vista da fisioterapia, estas são as abordagens mais recomendadas e são as que estamos a oferecer neste estudo”, explica a responsável.

Existem outras abordagens, como é o caso da aplicação de calores húmidos, massagem e ultrassom, que têm vindo a contribuir para uma ideia errada da fisioterapia, acrescenta a especialista. A investigadora tem vindo a especializar-se na área da fisioterapia em condições músculo-esqueléticas, debruçando-se sobretudo sobre a forma como os indivíduos experienciam e atribuem significado às suas condições clínicas, bem como aos cuidados de saúde associados.

Nesse sentido, os 24 doentes diagnosticados clinicamente com fibromialgia integram, até meados de março, exercícios de grupo em duas sessões presenciais por semana, estando distribuídos entre Setúbal, nas instalações da ESS/IPS, e Lisboa, no Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC), da Universidade Nova de Lisboa. Os participantes realizam ainda uma sessão de trabalho autónomo, em casa, sob orientação da Dr.ª Patrícia Falcão, fisioterapeuta.

“Desenvolvemos um caderno de registo, onde as pessoas deixam escrito o que é que conseguiram ou não fazer em cada sessão. É importante que as pessoas conheçam os exercícios, saibam como fazê-los, como corrigir-se e percebam também qual é o seu limite. Isto dá-lhes uma grande capacidade de autogestão”, esclarece.

À investigação precedeu-se um estudo piloto, no qual se verificaram “resultados muito positivos ao nível da diminuição da dor e da fadiga e do aumento dos níveis de funcionalidade, ou seja, da capacidade de realizar as tarefas do dia a dia”. Assim, a Prof.ª Doutora Carmen Caeiro conclui que os resultados obtidos permitiram a passagem à prática, com “fortes indicadores do potencial deste tratamento para uma melhoria da qualidade de vida destes pacientes”.

A participação é gratuita, mediante inscrição através dos telefones 265 709 331 e 910 710 518, ou dos endereços gabriela.pinto@ess.ips.pt e patricia.falcao@ess.ips.pt.

 


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