Mepolizumab disponível para autoadministração em doentes com asma eosinofílica grave
05/03/2020 14:37:26
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Mepolizumab disponível para autoadministração em doentes com asma eosinofílica grave

A GlaxoSmithKline (GSK) anunciou que a sua terapêutica biológica para a asma eosinofílica grave, mepolizumab, pode ser autoadministrada pelo doente ou por um cuidador, caso o seu médico determine que é apropriado e desde que o doente ou o cuidador sejam treinados na técnica de administração, possibilitando assim uma maior liberdade de escolha para o doente e para a equipa médica.

 

“Os doentes com asma grave têm, normalmente, dificuldade em realizar atividades do quotidiano. Idas frequentes ao hospital para fazer a medicação, bem como o tempo que passam no hospital, constituem um desafio adicional. A possibilidade de autoadministração e a eventualidade do doente poder vir a fazer o tratamento em casa vem conferir maior flexibilidade para responder às necessidades de cada doente. Estamos muito satisfeitos por poder disponibilizar uma caneta pré-cheia que permite que o medicamento possa vir a ser considerado para administração fora do hospital, mediante concordância do seu médico. Mepolizumab é um tratamento cujo perfil de segurança em estudos de vida real é consistente com o de ensaios clínicos. Assim, esta nova opção é uma evolução natural para que os doentes com asma grave possam ser mais autónomos na gestão da sua doença, como acontece com outras patologias crónicas”, explica a Dr.ª Rosana Cajal, diretora médica da GSK Portugal.

Cerca de 10% das pessoas com asma têm asma grave e sofrem de sintomas e de ataques de asma potencialmente fatais, mesmo apesar de receberem terapêuticas inaladas. Mepolizumab é utilizado para tratar um tipo de asma grave que está associado a altos níveis de uma célula imunitária designada de eosinófilo, cuja presença na corrente sanguínea pode aumentar até 79% em pessoas com asma grave. Estima-se que, em Portugal, entre cinco a 10% dos asmáticos tenham asma grave, sendo que esta condição particular está associada a mais de 50% dos custos globais com tratamento de asma, que rondam os 550 milhões de euros. Cerca de quatro em cada 10 doentes com asma grave são anualmente admitidos num hospital devido a um ataque de asma.

As novas apresentações de tratamento agora aprovadas para mepolizumab são uma caneta pré-cheia para autoadministração e uma seringa pré-cheia. Os estudos demonstram que a maioria dos doentes considera que estas alternativas são de mais fácil utilização, após treino apropriado para o efeito, sendo preferíveis ao tratamento administrado em clínicas por 96% dos doentes.

“A possibilidade da autoadministração é uma excelente notícia para os doentes, pois muitos deles têm de efetuar longas deslocações para receber o tratamento, sendo difícil de conciliar com a vida profissional e familiar. Esta oportunidade de administração fora do ambiente hospitalar, por um doente ou um cuidador, simplifica a gestão do tratamento e a conciliação com a vida pessoal”, considera o Prof. Doutor Peter Howarth, docente de Alergologia e Medicina Respiratória em Southampton e responsável global de desenvolvimento científico de terapêuticas biológicas.


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