Farmácias com dificuldade no acesso a máscaras e desinfetantes devido ao covid-19
24/03/2020 15:39:27
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Farmácias com dificuldade no acesso a máscaras e desinfetantes devido ao covid-19

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) solicita a intervenção das autoridades reguladores para a normalização do acesso a matérias-primas e produtos de proteção individual para prevenir o contágio de covid-19. Por outro lado, os registos de atendimentos indicam que a procura parece estar a voltar ao normal.

 

“Para poderem dispensar ao público máscaras e desinfetantes, muitas farmácias estão a ser forçadas a praticar preços superiores ao habitual, mesmo reduzindo ou abdicando das margens de comercialização necessárias à sua sustentabilidade. A intervenção das autoridades reguladoras é bem-vinda, sobretudo se conseguir repor o acesso às matérias-primas e produtos de que as farmácias necessitam para servir os portugueses e proteger as próprias equipas”, refere o Dr. Nuno Flora, secretário-geral da ANF.

As farmácias têm tido uma grande procura destes produtos que se encontram em escassez em vários países, apelando a que sejam criadas as condições para continuar a fornecer estes produtos aos portugueses nos seus esforços de proteção individual.

No que diz respeito ao registo de atendimentos, o fim-de-semana de 21 e 22 de março representou uma queda de 56% em relação ao fim-de-semana anterior, de 14 e 15 de março, pelo que a atividade setorial parece estar a regularizar. Os números estão 15 a 20% abaixo de um fim-de-semana normal, sem qualquer surto epidémico, e muitas farmácias de centros urbanos registaram recordes de baixa procura, adianta a entidade.

O pico de atividade foi atingido no dia 13 de março, com 941 mil atendimentos: “As nossas equipas fizeram um esforço colossal para resistir ao pânico e tranquilizar a população”, afirma o Dr. Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF.

“A rede de farmácias está a trabalhar em grande sofrimento por falta de máscaras e desinfetantes, não só para servir os portugueses como para garantir a segurança das nossas próprias equipas”, adianta o responsável, acrescentando que “o Estado não pode discriminar as farmácias no acesso a equipamentos de proteção individual”.

A ANF garante ainda que “os portugueses não precisam de fazer stocks anormais de medicamentos em casa, porque a continuidade dos tratamentos está garantida”. Máscaras e desinfetantes são as únicas áreas de preocupação, conclui.

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