Covid-19: especialistas pedem livre circulação de dispositivos médicos essenciais
26/03/2020 15:15:15
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Covid-19: especialistas pedem livre circulação de dispositivos médicos essenciais

A European Respiratory Society (ERS) junta-se ao apelo dos que têm feito soar o alarme a propósito do controlo das fronteiras e das proibições de exportação, que tem um grande impacto na livre circulação de dispositivos médicos essenciais em toda a Europa. De acordo com a entidade, cada atraso no transporte de suprimentos, devido ao bloqueio das fronteiras, põe não só os profissionais de saúde em perigo, como também os doentes.

 

“As restrições nas fronteiras representam um fardo desnecessário e perigoso para os sistemas de cuidados intensivos que já estão a enfrentar desafios sem precedentes. Os esforços incansáveis dos nossos médicos e intensivistas da área respiratória deixarão de ser eficazes se não puderem confiar nos princípios do mercado interno, na solidariedade entre os estados-membros e na cadeia transfronteiriça de suprimentos médicos essenciais”, refere o Prof. Doutor Thierry Troosters, presidente da ERS.

O apelo surge na sequência de relatórios que verificaram que as exportações de dispositivos médicos, incluindo máscaras e outros equipamentos de proteção individual, respiradores, ventiladores, kits de teste e consumíveis, estavam a ser interrompidas devido às proibições de exportação dentro da União Europeia (UE), sendo aplicadas por vários estados-membros.

Além disso, alguns estados-membros introduziram controlos ou impediram a passagem de camiões nas suas fronteiras, colocando em risco o fluxo livre de suprimentos e medicamentos essenciais. Segundo a ERS, estas ações violam “não apenas os princípios do mercado interno, mas também colocam em risco a população europeia, atrasam a batalha efetiva contra o vírus SARS-CoV-2 e, principalmente, impõem uma pressão desnecessária aos profissionais de saúde”.

O Prof. Doutor Thierry Troosters alerta: “O impacto da proibição das exportações vai ser sentido pelos sistemas de saúde de todo o mundo, uma vez que as cadeias de suprimentos globais estão interligadas. Isto vai colocar desnecessariamente inúmeras vidas em risco. As instituições da UE e os governos devem agir rapidamente, apoiando o comércio livre e transporte de mercadorias, para permitir a livre circulação de suprimentos médicos em todas as regiões”.

Nesse sentido, a organização apela a que todos os estados-membros atuem de acordo com o interesse da saúde pública europeia, “respeitando sempre os princípios do mercado interno, em particular para os suprimentos que salvam vidas em outros estados-membros em todas as linhas de assistência à saúde”, conclui.

Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019