DGS, OMS e UNICEF relembram a importância da vacinação
20/04/2020 15:08:30
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
DGS, OMS e UNICEF relembram a importância da vacinação

A propósito da Semana Europeia da Vacinação, assinalada entre os dias 20 e 26 de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sublinham a importância dos governos nacionais manterem os seus planos de vacinação para evitar um maior impacto da pandemia de COVID-19. No passado dia 14 de abril, a diretora-geral da Saúde, a Dr.ª Graça Freitas, pediu também aos portugueses para não adiarem a vacinação, nomeadamente de crianças até aos 12 meses, grávidas ou doentes crónicos, por ser "absolutamente essencial para evitar" outros surtos além da COVID-19.

 

A OMS e a UNICEF relembram que "todos os países são vulneráveis, independentemente dos níveis de riqueza ou da força dos seus sistemas de saúde. A necessidade urgente de uma vacina para a COVID-19 ressalta o papel central da imunização na proteção de vidas e economias", pode ler-se no comunicado conjunto das duas entidades.

Perante a situação pandémica atual, as entidades consideram que a importância dos programas nacionais de imunização de rotina "é mais crítica do que nunca".

"Os governos devem aproveitar todas as oportunidades possíveis para proteger as pessoas das muitas doenças para as quais as vacinas já estão disponíveis", frisam, lembrando que proteger crianças, adolescentes e adultos contra doenças preveníveis através da vacinação é uma obrigação para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Os organismos consideram também que se o combate à pandemia de COVID-19 causar interrupções temporárias nos serviços de imunização, os países devem planear retomá-los o mais rápido possível após a estabilização da situação. 

Quanto à vacina da COVID-19, as entidades solicitam a todos os países que estejam preparados para vacinar os grupos de maior risco e garantir que todos, incluindo os mais marginalizados, tenham acesso igual quando esta estiver disponível.

Na conferência de imprensa diária sobre a pandemia causada pelo novo coronavírus, a Dr.ª Graça Freitas apelou à marcação das vacinas, de modo a que aglomerações sejam evitadas: “Numa fase em que temos COVID-19, e para evitar aglomerações, é preferível marcar a vacinação. Mas, se não for possível, não adie, vá presencialmente à unidade de saúde porque eles estão a prestar cuidados protegidos e não-COVID”, afirmou. 

A responsável pediu às pessoas que “não adiem a vacinação”, nomeadamente nas crianças até aos 12 meses, que com as vacinas do plano nacional podem ficar protegidas de doenças como o sarampo, a rubéola ou formas graves de meningite.

"Todos sabemos como o sarampo é uma doença traiçoeira e como há surtos noutros países da Europa", acrescentou.

Quanto às grávidas, devem "vacinar-se contra a tosse convulsa, porque assim protegem o seu bebé nos primeiros meses de vida e a vacinação não deve ser adiada para além das 28 a 32 semanas de gestação. A vacinação das grávidas protege os seus bebés", frisou a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Este é um reforço do que já constava nas orientações para grávidas, partos e maternidades face à COVID-19, emitidas no passado dia 30 de março, bem como do cumprimento do plano de vacinação, divulgadas a 25 de março.

Fonte: Lusa e Jornal de Notícias


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019