Médico de Coimbra premiado por projeto para melhorar tratamento de psicoses
30/04/2020 18:29:42
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Médico de Coimbra premiado por projeto para melhorar tratamento de psicoses

O Dr. Miguel Bajouco, médico psiquiatra e investigador de Coimbra, foi esta quarta-feira, dia 29 de abril, premiado com a bolsa D. Manuel de Mello pela sua investigação para melhorar o tratamento de psicoses, aliando técnicas de neuroimagem com inteligência artificial. A cerimónia decorreu de forma virtual, marcando a entrega de 50 mil euros.

 

Promovida pela Fundação Amélia de Mello, CUF e José de Mello Saúde, a bolsa destina-se a premiar a investigação de jovens médicos na área da esquizofrenia e das doenças mentais graves.

O docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e clínico no Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra venceu com o seu projeto de tese de doutoramento, “Neuroimagem multimodal no Primeiro Episódio Psicótico: a procura por biomarcadores de resposta ao tratamento”, que tem como objetivo melhorar o prognóstico e a qualidade de vida das pessoas que sofrem de doenças mentais graves.

De acordo com o especialista, “30 a 40% das pessoas que têm o primeiro episódio psicótico não responde aos tratamentos de primeira linha. Ao não responderem, estarão mais tempo com uma menor funcionalidade e mais dificuldades em ter uma vida proveitosa e conseguir trabalhar”. O investigador adiantou que, nestes casos, os médicos acabam por seguir uma metodologia de tentativa e erro.

Nesse sentido, o projeto pretende ajudar a definir e clarificar qual o melhor tratamento para doentes que não respondam aos tratamentos de primeira linha, esclareceu. Para isso, a investigação pretende acompanhar vários doentes com um primeiro episódio psicótico, recorrendo a ressonâncias magnéticas e PET (tomografia por emissão de positrões), para estudar o seu cérebro.

“Queremos perceber se existem diferenças entre os doentes que respondem aos tratamentos de primeira linha e os que não respondem, e procurar padrões que permitam distinguir um grupo e outro”, afirmou o Dr. Miguel Bajouco, salientando que, para isso, o projeto vai recorrer à inteligência artificial e desenvolver um algoritmo que permita fazer previsões dos tratamentos mais adequados com base nos dados recolhidos.

Ao fim de seis meses, os doentes vão voltar a fazer as imagens para se ver o efeito do tratamento na biologia cerebral, com o objetivo de “estratificar os doentes, de acordo com o que será o melhor tratamento” para cada um deles, aclarou.

O Dr. Miguel Bajouco começou a sua tese de doutoramento em 2017 e a fase de investigação este ano, esperando terminar o projeto dentro de três anos.

A bolsa D. Manuel de Mello foi instituída em 2007, tendo já atribuído 12 prémios para o desenvolvimento de projetos de investigação de jovens médicos no país.

Fonte: Lusa


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019