Dia Mundial da Asma: “Chega de mortes por asma”
05/05/2020 14:59:31
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Dia Mundial da Asma: “Chega de mortes por asma”

Assinala-se hoje, dia 5 de maio, o Dia Mundial da Asma. Em Portugal, são cerca de 700 mil os doentes asmáticos, um quarto dos quais em idade pediátrica, de acordo com os dados do Inquérito Nacional de Controlo da Asma de 2010, os mais recentes na área.  “Chega de mortes por asma” é o tema deste ano, reforçando a mensagem de que o controlo da doença é possível e que “qualquer morte por asma é inaceitável”.

 

Apesar de ser uma doença crónica, não existindo cura, “com o tratamento adequado, a asma pode ser controlada e pode permitir ao doente ter uma boa qualidade de vida e sem restrições”, salienta a Dr.ª Ana Mendes, da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC). 

No entanto, “a asma também pode matar”, continua a especialista, adiantando que “Portugal tem uma taxa de mortalidade por asma idêntica à dos países com melhores indicadores de saúde, mas, nos últimos anos, tem-se verificado um aumento, ainda que ligeiro, mas preocupante, do número de casos”.

De acordo com a Dr.ª Ana Mendes, “a maioria das mortes por asma é evitável e pode traduzir a dificuldade de perceção da gravidade e da possibilidade de controlo da doença”.

Foi a pensar nessa mortalidade evitável que a Global Iniciative Network for Asthma (GINA) estabeleceu, a nível internacional, o mote “Chega de mortes por asma” para a efeméride celebrada hoje, ao qual a SPAIC se alia, por considerar que “a asma tem tratamento e qualquer morte por asma é inaceitável”.

A dificuldade de adesão à terapêutica, nomeadamente no que toca o encarar a asma como doença crónica e com necessidade de medicação diária, o uso incorreto dos dispositivos inalatórios, a utilização excessiva de medicamentos de alívio rápido, como broncodilatadores de curta ação e uma má perceção do controlo da doença - com 88% da população no Inquérito Nacional de Asma a acreditar que tinha a asma controlada, mas apenas 57,5 % estava de facto controlada – são os principais desafios apontados pela Dr.ª Ana Mendes ao tratamento adequado da asma.

Em plena pandemia de COVID-19, os doentes asmáticos devem, tal como a restante população, evitar o contágio, seguindo todas as normas da Direção-Geral de Saúde (DGS) de proteção e redução de risco de infeção. Perante o cenário atual, torna-se fundamental “manter a asma controlada e, para isso, continuar a medicação diária habitual conforme prescrita pelo médico assistente. É essencial que o esquema terapêutico seja mantido e ajustado de acordo com o plano de ação que estiver definido pelo médico.  Os asmáticos devem estar atentos aos seus sintomas e sinais de agravamento da asma e ajustar a sua medicação atempadamente”, refere a Dr.ª Ana Mendes.

A SPAIC adianta ter concentrado esforços para informar e sensibilizar a população para a asma, defendendo que a informação deve estar disponível e deve ser reforçada de forma a sensibilizar os doentes, os profissionais de saúde e a população em geral para a importância da doença e do seu controlo.

No panorama atual, sem poder desenvolver ações de sensibilização na rua, a entidade refere estar empenhada em encontrar meios alternativos para transmitir a sua mensagem: “Na era da globalização social, os meios digitais são cada vez mais utilizados e, nesta época de contingência, ainda mais. As redes sociais, os canais de informação online e os media podem ser os principais instrumentos para divulgar informação”, conclui.

Para avaliar se a sua asma está controlada, os doentes podem preencher o questionário CARAT – Teste de Controlo da Asma e Rinite Alérgica, que se encontra disponível online.


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