Mais de metade dos portugueses desconhece as doenças do aparelho digestivo
01/06/2020 15:24:06
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Mais de metade dos portugueses desconhece as doenças do aparelho digestivo

Foi na alçada do Dia Mundial da Saúde Digestiva, instituído pela World Gastroenterology Organisation (WGO), que arrancou, pela primeira vez, o mês de sensibilização para este tema. Nesse sentido, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) divulga os resultados de um inquérito nacional, que revela que apenas 48,4% das pessoas conhece doenças relacionadas com o aparelho digestivo, embora 90% admita que a importância de que uma boa saúde digestiva contribui para uma vida mais saudável.

 

O objetivo do inquérito passou por avaliar o conhecimento dos portugueses sobre a saúde digestiva, de modo a perceber os seus hábitos alimentares e de que forma a população encara essas atitudes como condicionantes da sua saúde.

“Perante estes resultados, é fundamental que seja trabalhada a vertente de educação, prevenção e sensibilização relativamente à saúde do foro digestivo, de forma a consciencializar a população para bons hábitos, estilo de vida saudável e para estarem atentas a sinais e consultarem o seu médico, na luta pelo diagnóstico precoce. É este trabalho que a SPG quer levar a cabo, contribuindo para, por um lado, maior informação e conhecimento, por outro, deteção atempada dos problemas de saúde, promovendo melhorias da saúde pública e poupanças ao nível do Serviço Nacional de Saúde” revela o Prof. Doutor Rui Tato Marinho, presidente da SPG.

As inquietações dos portugueses face as doenças do aparelho digestivo distribuem-se, por um lado, pelo cancro digestivo e, por outro, por doenças comuns, como a azia, refluxo, obstipação, entre outras.

Quase 73% das pessoas responde de forma positiva à importância da prevenção e cerca de um terço já visitou um gastrenterologista. Contudo, mais de metade dos portugueses não considera que os exames de rastreio e de prevenção contribuam para a melhoria da sua saúde digestiva. 

Atualmente, o impacto da pandemia nesta especialidade foi grande, tendo afetado a realização de consultas e dos exames mais comuns para a monitorização da saúde digestiva, como endoscopias e colonoscopias. Assim, a SPG considera ser “fundamental retomar a atividade, continuar a promover a sensibilização à população sobre a prevenção destas doenças e não permitir que a situação que hoje vivemos atrase o diagnóstico destas doenças, particularmente aquelas do domínio oncológico”.

A partir deste ano, a saúde digestiva passa a ter um espaço de maior destaque no calendário das efemérides da saúde. O Mês da Saúde Digestiva, assinalado ao longo do mês de junho, é uma iniciativa de responsabilidade social corporativa da SPG, em parceria com empresas que se associaram à causa.

Tendo início na efeméride dedicada à saúde digestiva, a ação tem por princípio informar sobre a área e a sua importância ao nível da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das doenças do aparelho digestivo, visando a promoção de um conhecimento mais aprofundado e a melhoria da saúde global dos portugueses.

Um estilo de vida saudável, uma dieta equilibrada, exercício físico regular, evitar e corrigir a obesidade e consultas periódicas com o gastrenterologista são apontados pela SPG como os “princípios centrais para prevenir doenças e garantir a boa saúde digestiva”. O diagnóstico precoce é a forma mais eficaz de reduzir a mortalidade, nomeadamente do cancro, bem como de promover a saúde digestiva, adianta a entidade. 

O aparelho digestivo é composto por alguns dos órgãos mais importantes do corpo humano. Mede cerca de 10 metros e vai da boca ao ânus, passando pelo esófago, fígado e vesícula, estômago, pâncreas, e intestinos delgado e grosso. A missão da SPG, com este projeto, é “ser um porta-voz e uma fonte credível de informação e demonstrar que se dermos a devida importância e atenção a toda esta dimensão e abrangência, vamos influenciar positivamente a saúde digestiva de todos nós. Pois se somos o que comemos, a saúde digestiva está no centro das atenções e das nossas vidas”, conclui a entidade.


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