Consórcio SOPHIA pretende melhorar o tratamento da obesidade
01/07/2020 17:19:06
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Consórcio SOPHIA pretende melhorar o tratamento da obesidade

A Novo Nordisk lidera o consórcio internacional de investigação público-privada “SOPHIA”, que se dedica à estratificação de fenótipos de pessoas com obesidade para otimizar o tratamento desta doença no futuro. Este projeto tem como objetivo melhorar a avaliação do risco de comorbilidades e o tratamento de pessoas com obesidade.

 

Caracterizando-se como uma pandemia global que, atualmente, afeta 650 milhões de pessoas no mundo, a obesidade tem ainda muitas questões por responder. No dia de hoje, ainda não é possível prever quais os doentes que vão desenvolver qualquer uma das 200 complicações associadas à obesidade. Além disso, não existem preditores suficientes para definir que doentes vão responder aos tratamentos.

Para compreender melhor a obesidade e otimizar o seu tratamento no futuro, vinte e nove parceiros internacionais da sociedade civil, da academia e da indústria farmacêutica uniram-se num trabalho coletivo.

O estudo SOPHIA vai identificar, caracterizar e estratificar clinicamente as subpopulações de doentes que vivem com obesidade, para definir atempadamente o tratamento certo para cada doente. Este projeto vai ainda fornecer evidências baseadas na classificação de preditores para as complicações da obesidade e para a resposta ao tratamento da obesidade, enquanto identifica e traça modelos para o desenvolvimento sustentável de estratégias terapêuticas, que serão importantes para os doentes, sistemas de saúde, investigadores e clínicos.

“A nossa missão com o SOPHIA é permitir aos profissionais de saúde prever com confiança as complicações da obesidade e quais os doentes que vão responder ao tratamento”, afirma o Dr. Carel le Roux, coordenador do SOPHIA e médico endocrinologista no Diabetes Complications Research Centre na University College Dublin.

A Dr.ª Marianne Ølholm Larsen Grønning, da Novo Nordisk, que lidera o projeto SOPHIA, defende que “o SOPHIA é um passo muito importante que vai contribuir para compreender melhor a obesidade. A colaboração entre a academia, indústria farmacêutica e associações traz a grande promessa de ser possível obter resultados fortes e únicos”.

A voz das pessoas que vivem com obesidade estará no centro do SOPHIA, através do Conselho Consultivo do Doente, que garantirá que as ideias, opiniões e desejos dos doentes sejam inseridos nos vários níveis do estudo. O grupo de investigação irá utilizar as conclusões para contribuir para uma narrativa mais equitativa e centrada no doente, e sobre os múltiplos impactos da obesidade nos indivíduos, numa perspetiva social e clínica.

O SOPHIA recebeu um financiamento de 16 milhões de euros da Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores (IMI) – uma iniciativa conjunta da Comissão Europeia e da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA), JDRF (Type 1 Diabetes Research Funding and Advocacy), Coligação de Ação contra a Obesidade, e T1D Exchange.

Alguns dos métodos utilizados no projeto SOPHIA serão a criação de uma base de dados, a realização de análises, a utilização de métodos qualitativos detalhados para identificar as perspetivas dos doentes sobre o diagnóstico e tratamento da obesidade, e ainda encontrar um valor partilhado com todas as partes interessadas para garantir um melhor tratamento para as pessoas que vivem com obesidade.

O SOPHIA irá ainda estudar os resultados em saúde nas pessoas com obesidade que têm diabetes tipo 1. De acordo com o Dr. Sanjoy Dutta, vice presidente de research da JDRF, “com o poder estatístico proporcionado por uma tão vasta colaboração europeia, poderemos investigar a relação bidirecional entre obesidade e diabetes tipo 1 e, em última análise, sermos capazes de fazer previsões válidas sobre os resultados em saúde nesta população tradicionalmente subestimada”, quando dados epidemiológicos indicam que “quase metade dos adultos com diabetes tipo 1, em alguns países europeus, têm excesso de peso ou obesidade.”

O projeto iniciou a sua atividade na europa a 1 de junho de 2020, e irá decorrer até 31 de maio de 2025. Os primeiros resultados deverão ser apresentados já em setembro de 2020.


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