Docente da Universidade do Porto assume presidência da ESDIP
17/07/2020 15:20:34
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Docente da Universidade do Porto assume presidência da ESDIP

A Prof.ª Doutora Catarina Eloy, diretora do Laboratório de Anatomia Patológica do Ipatimup Diagnósticos, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), foi eleita, no passado dia 9 de julho, presidente da Sociedade Europeia de Patologia Digital e Integrativa (ESDIP).

Eleita para um mandato de três anos, a Prof.ª Doutora Catarina Eloy assume como linhas de ação "aumentar o número de membros daquela sociedade científica e o seu envolvimento nas ações da mesma, estabelecer um programa educacional sólido e apropriadamente divulgado, e aumentar a colaboração com a indústria”.

Fundada em 2016 em Berlim, a ESDIP tem como principal missão apoiar os patologistas de toda a Europa nas iniciativas de Patologia Digital e Integrativa, nomeadamente na criação de protocolos e normas, e na disseminação e educação desse conceito.

Para a patologista, presidir à ESDIP significa “poder participar ativamente num dos momentos mais emocionantes da história da Patologia − a revolução digital”.

A Prof.ª Doutora Catarina Eloy lembra que a revolução digital na Medicina “tem tido um efeito determinante na Anatomia Patológica nos últimos anos”, recordando que “na chamada Patologia Digital, as células e os tecidos deixam de ser observados ao microscópio e são observadas em ecrãs digitais, após digitalização completa das lâminas”. Assim, “a imagem digital obtida pode ser analisada com recurso a técnicas computacionais, integrativas, abrindo portas à utilização de inteligência artificial”, o que leva a uma fase em que “o processamento da imagem digital está a começar a permitir a progressiva automatização da prática desta especialidade médica”.

Como exemplo da “revolução” em curso, a nova presidente da ESDIP destaca a eficiência crescente dos digitalizadores de lâminas, “como podemos testemunhar no laboratório de Anatomia Patológica do IPATIMUP, onde temos um fluxo de trabalho completamente digital”.

Segundo a Prof.ª Doutora Catarina Eloy, é, por isso, “fundamental apoiar o uso da imagem digital no trabalho diário do patologista”, sendo crucial “ajudar os laboratórios de Anatomia Patológica portugueses a iniciarem esta transição para o fluxo de trabalho digital”.

Fonte: Notícias U.Porto


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