Pelo menos metade da população em risco de desenvolver infeções respiratórias
23/10/2020 12:18:26
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Pelo menos metade da população em risco de desenvolver infeções respiratórias

A partir do outono e do inverno aumenta a frequência das infeções respiratórias. A prevenção é muitas vezes esquecida, outras relegada para segundo plano, e este ano ganha uma nova importância devido à pandemia de COVID-19.

“Nos próximos meses vamos viver com a presença de uma pandemia causada por um novo coronavírus (SARS-CoV-2) para o qual não temos ainda uma vacina disponível”, refere o imunoalergoloista e secretário-geral da Organização Mundial de Alergia e presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos, Dr. Mário Morais de Almeida. “E, se já conhecemos bem o impacto das infeções respiratórias nesta época do ano, que há várias décadas tem levado, ano após ano, à rutura da capacidade de resposta dos serviços de saúde, importa agora pensar em prevenir, prevenir, prevenir”, acrescenta o especialista.

As crianças, especialmente as de idade pré-escolar, a população mais idosa e várias pessoas que sobre de condições crónicas, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica, são os grupos mais suscetíveis para virem a desenvolver infeções respiratórias. O que significa que “pelo menos metade da população tem um risco aumentado de se infetar repetidamente, seja pela idade, seja pelas doenças crónicas de que sofre”, afirma o Dr. Mário Morais de Almeida.

Aumenta, por isso mesmo, a morbilidade, “que se traduz em internamentos e absentismo e amplifica-se a mortalidade. A cada dia são internadas mais de 100 pessoas por pneumonia e, destas, morrem, em Portugal, quase 20 pessoas”.

A prevenção passa pelas “regras de etiqueta respiratória”, tais como o distanciamento social e o uso de máscara, e pela vacinação, algo que pode ser feito através da vacinação antigripal e antipneumocócica.

“Desta forma, contribui-se para uma melhor qualidade de vida das pessoas de todos os grupos etários, em especial nos que têm risco acrescido para infeções respiratórias de repetição ou que sofrem de doenças respiratórias crónicas, como a rinossinusite, a asma, a DPOC, doenças metabólicas como é o caso da diabetes e da obesidade, e das doenças crónicas de outros órgãos vitais como do coração, do rim ou do fígado.”

Consulte o site para ficar a saber mais sobre as infeções respiratórias.


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